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Casa Apis
Picos/PI

Antônio ajudou a criar projeto que é o 3º maior produtor de mel do Brasil

Quando os apicultores organizaram o grupo, tinham poucos recursos e ainda não dominavam as técnicas adequadas para a região. Com o apoio do Sebrae, qualificaram e ampliaram a produção. Hoje a central de cooperativas se destaca tanto no mercado interno como em exportações.

Temos uma parceria muito boa com o Sebrae do Piauí. Sempre que aparece uma novidade, estamos em contato e temos acesso direto.

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Quando ainda era estudante, Antônio Leopoldino Dantas se tornou um dos primeiros apicultores de Picos (PI). Devido a fatores como desmatamento, queimadas e uso de agrotóxicos, que ocorre de maneira mais acentuada principalmente no Sudeste do país, a região de Picos passou a atrair outros apicultores, que acabaram ficando amigos.

Da amizade surgiu a ideia de formar um grupo para que pudessem apoiar uns aos outros e superar juntos as dificuldades. Era uma atividade nova na região e ainda não havia tecnologia adaptada para as condições do clima semiárido.  

“Junto com esse grupo fomos desenvolvendo novas técnicas de manejo. Tivemos dificuldades desde a aquisição de insumos até a comercialização, já que o Brasil não tem uma tradição no consumo de mel. É um consumo per capita muito pequeno.”

Diante dessas dificuldades, o grupo buscou ajuda no Sebrae, que se tornou um parceiro desde esse período no começo dos anos 1980. O apoio ocorreu por meio de treinamentos e assistência técnica.

Como ainda continuavam com problemas de mercado, beneficiamento, resolveram aderir a um programa que chamava “Apis Ariri”. Segundo Antônio, nessa época os apicultores passaram a se conscientizar mais, e surgiu entre eles a cultura do associativismo e do cooperativismo.

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Isso culminou na criação de duas centrais, uma delas a Casa Apis, que hoje produz 20% do mel do Piauí e é o terceiro maior produtor de mel do Brasil.

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Junto com agências internacionais, os apicultores começaram a trabalhar a cadeia produtiva, desde o beneficiamento do produto até a comercialização. Sempre pensando em aumentar a produtividade, manter a qualidade para ter acesso ao mercado, e agregando o valor que é repassado para a base produtiva.

O grupo cuida do negócio, adquire os conhecimentos necessários e exporta sem depender de terceiros. Faz, ainda, o contato direto com o cliente e eles mesmos comercializam e embarcam o mel. “Hoje em dia temos esse domínio, a gente foi preparando nossos filhos e fomos nos qualificando enquanto apicultores e hoje temos todo o know how desde a porta da fazenda até o mercado internacional.” 

A Casa Apis começou com pouco mais de 200 pessoas e hoje é composta por oficialmente 863 famílias, atuando com 52 associações em 40 municípios. “Fazemos dentro da agroindústria algumas ações de rotina, o beneficiamento, as certificações, mas tudo discutido em assembleia com representantes das lideranças das comunidades.”

Antônio diz que a parceria com o Sebrae dura até hoje, por meio de assistência técnica, consultorias e manutenção de certificados, principalmente o certificado orgânico e o de mercado solidário, o Fair Trade (Comércio Justo).

Temos outra parceria com o Sebrae em que ele entra com 70% dos recursos da contratação dos consultores com reconhecimento internacional.

Neste ano de 2020, com a pandemia de Covid-19, o empreendedor relata que observou um aumento no consumo de mel, já que as pessoas têm se preocupado mais com a boa alimentação. “A gente tem dobrado o consumo de mel no mercado nacional, e estamos vendendo mais, o que é bom, porque no mercado interno tem a vantagem de vender o produto acabado, já fracionado, com o nosso rótulo. No caso da exportação, nós exportamos como commodity, vai em barris, num contêiner com 68 barris de 280 kg líquidos.
Agora, os apicultores estão focados em renovar os certificados, atualizar cadastros para 2021. “Vamos buscar outras certificações porque estamos adaptando a Casa Apis para o mercado europeu, porque alguns países são mais exigentes, como os do Norte da Europa. Já vendemos para Inglaterra, Dinamarca, Holanda, Bélgica e França. Agora estão aparecendo propostas para Suécia, Noruega, e eles são ainda mais exigentes. Então estamos cuidando dessa adaptação, por exemplo, com o programa de combate a incêndio. Queremos até o próximo ano conquistar essas certificações para ter acesso a esse mercado.”
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