SEBRAE Cliente Sebrae

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Salão Ouro Negro
Brasília/DF

Adama começou a atender em casa e hoje tem um salão com 6 funcionários

A empresária chegou ao Brasil para estudar, mas acabou exercendo o ofício de cabeleireira que tinha aprendido em seu país de origem. Começou de forma amadora, mas, com a ajuda do marido e do Sebrae, abriu um salão, que cresceu e se tornou um exemplo de negócio de sucesso.

Para todo mundo que me pergunta como abrir uma empresa e gerenciá-la, eu falo: procure o Sebrae. É muito importante para essa parte de gestão.

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Natural de Guiné-Bissau, Adama Djalo veio para o Brasil estudar economia. Aqui, viveu momentos importantes, como o casamento e o nascimento de seu filho, mas as dificuldades para terminar os estudos acabaram fazendo com que desistisse do projeto.

Para se manter, decidiu se dedicar à atividade que já tinha exercido em seu país de origem: a de cabeleireira. Começou trabalhando como funcionária de salões de beleza, mas quando seu filho nasceu passou atender as clientes na sala de sua casa em Ceilândia (DF).

Preocupado com sua segurança ao receber clientes sozinha em casa, o marido de Adama propôs que eles procurassem um outro lugar em que ela pudesse trabalhar. Ele se juntou ao negócio, que foi formalizado com o nome Salão Ouro Negro, em Taguatinga (DF).

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No início éramos só eu e meu esposo e fazíamos só tranças. Hoje fazemos várias técnicas: cortes afro, escova, hidratação, reconstrução e transição capilar, entre muitas outras coisas.

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Em busca de apoio para aprimorar a gestão do negócio, o casal encontrou no Sebrae o parceiro ideal. O primeiro contato ocorreu por meio de palestras e eventos. Depois passaram a receber consultoria também.

“Conversei com as meninas que atendiam, fiquei muito satisfeita, porque elas tiram todas as dúvidas. Ao mesmo tempo passaram várias vezes no salão para perguntar como tem andado tudo. E nos deram planilhas de gestão que são muito boas, a gente até hoje usa. Isso nos ajudou muito.”

A empresária diz que o apoio também foi muito importante para orientar os investimentos e as tomadas de decisão da gestão. O resultado foi o crescimento do negócio, que atualmente conta com seis funcionários.

Hoje a gente tem duas lojas, no mesmo local. Nós ampliamos, para fazer um espaço só de cabelo e outro só para trança. Fizemos isso para os clientes terem mais conforto.

Para enfrentar a crise causada pela pandemia de Covid-19, que levou ao fechamento do salão por cinco meses, o casal apostou na diversificação dos negócios, vendendo máscaras e álcool em gel. "Fizemos o que era possível fazer nesse momento. Agora as coisas estão voltando ao normal. Mas continuamos trabalhando com atendimento de hora marcada.
Agora, Adama já pensa novamente em expandir e quer abrir uma nova frente no negócio: capacitações. "Quero dar cursos, transmitir os meus conhecimentos, porque muita gente pede isso, gente de Brasília e de fora, que mora em Goiânia, em São Paulo. Gente que fala: quando vocês começarem a dar curso, eu quero participar. Esse ano era para fazer isso, mas aí não deu por conta da pandemia."
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